Meu filho é autista.

De todas as alegrias e conflitos que a maternidade nos proporciona de longe estou vivendo o mais difícil: Ser mãe de um menino especial.
É um golpe duro receber a notícia de que seu filho é e será diferente de todos os outros para o resto da vida.

Como todo ser humano me perguntei porque ele, porque comigo, com nossa família. Esses questionamentos são totalmente admissíveis diante de uma nova situação, mas não quis me apegar muito a eles e sim na minha força e meu desejo de dar a melhor vida e família que ele poderia ter.

Eu não sou daquelas que vê e finge que não vê com medo do que isso possa representar, vou atrás de descobrir o que é e foi assim que descobrimos que o Heitor é autista.

Comecei a desconfiar quando ele tinha um ano e nove meses, a partir de então eu fui atrás de ler muito, na internet e em sites de confiança como do Dr Dráuzio Varela e tantos outros que falam de autismo.
Assisti uma vez a série que teve no fantástico sobre autismo e vi muito do Heitor em várias situações expostas ali, por outro lado ele tinha comportamentos completamente típicos para idade dele e isso me fazia tirar um pouco da cabeça a possibilidade dele ser especial.

Mas dali a uma semana ele mudava completamente e a dúvida voltava a pairar na minha cabeça.
Quando completou dois anos ele começou a fazer fono e as evoluções dele me deixavam animadas, mas nunca era constante. Meu marido achava que era coisa da minha cabeça, mas eu não o culpo porque eu costumo ser bem exagerada quando se trata de saúde.
Ainda sim fui atrás de uma neurologista pra ele, fizemos alguns Exames para descartar outros possíveis problemas.

No dia que recebi o diagnóstico preliminar eu estava sozinha com ele na consulta, já que meu esposo viajava à trabalho. Nesse dia chorei muito, mas muito, no consultório, no carro, no banho, no quarto, eu só queria ficar só e tentar entender tudo aquilo que estava acontecendo, aquela avalanche de dúvidas e tinha uma pergunta que não saia da minha cabeça como seria o futuro dele e da Marina.

Passando o baque da notícia fomos atrás de profissionais especializados e hoje estamos em tratamento e vendo grandes progressos do Heitor, principalmente com a Marina, o que nos motiva ainda mais e nos dá esperanças de que ele terá uma vida mais próxima do “normal”.

E aí que agora você deve estar se perguntando porque estou aqui escrevendo sobre um assunto tão pessoal e delicado. Simples eu te respondo.

Quando descobri fui procurar relatos de mães que vivem a mesma situação, procurar entender o sentimento e as dificuldades de só quem vive a situação pode descrever. E isso me ajudou muito, quanto mais conhecimento tivermos melhor vamos entendê-lo e diminuir o preconceito. Sim ele existe e só pode ser combatido com conhecimento.

Então o que eu quero é poder ajudar aqueles que também estão vivendo esse momento e aos amigos e familiares que os cercam. E a partir de hoje vou criar uma área aqui no blog destinada ao autismo, para poder compartilhar o máximo de informações possíveis assim como a evolução dele e de nossa família.

Agora se você leu até aqui, sinta se privilegiado por saber o mais sincero do meu sentimento, que eu jamais conseguiria expor em um conversa.

Beijos e até a próxima.

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2 Comentários

  1. Jane Santos

    Nossa tudo que vc escreveu estou passando por isso igualzinho, as desconfianças o primeiro diagnóstico as dúvidas….

    Responder
    1. Amanda Souza (Publicações do Autor)

      Jane, posso imaginar o que está passando. Procure profissionais de confiança para ter segurança e orientação. Precisando estou aqui. BEijoss

      Responder

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